A II Guerra Mundial
acabaria por ter consequências de todo
nefastas para o Silves: o clube ainda
conseguiu reerguer-se depois de
avultados estragos provocados pelos
estragos no campo pelo ciclone de 15 de
Fevereiro de 1941, mas grandes
limitações de ordem financeira levaram,
pouco depois, à suspensão da actividade
desportiva.
Em 1945, o parque de
jogos apresentava um aspecto desolador e
nem sequer tinha balizas. O clube não
possuía equipamentos e passava por um
dos períodos mais difíceis do seu
historial, com boa parte dos
futebolistas a mudar-se para o
Portimonense.
Tal como sucedera no
final dos anos 20, em curto espaço de
tempo recuperou o fulgor perdido e na
época 1946/47, conquistou o título
regional da II Divisão e disputou a
final do campeonato de juniores.
Na época 48/49, venceu o
Campeonato do Algarve e ficou apurado
para a disputa do acesso à II Divisão.
Aljustrelense (derrota por 1-2 em casa,
vitória por 2-0 fora), Estrela de Vendas
Novas (2-0 e 1-1) e Almada (2-3 e 0-7)
foram os adversários da fase inicial.
Face a estes desfechos, o Silves teve de
medir forças com o Moura, num jogo
decisivo disputado no Barreiro, a 10 de
Abril de 1949. O triunfo por 2-1
garantiu a subida.
Integravam essa equipa,
treinada pelo Prof. Tavares Júnior:
Aldemiro Guerreirinho, Artur, Cabrita,
Fernando Paim, Francisco Guerreiro,
Jaime Carminha, João Filipe, João
Pargana, Joaquim Baião, José Calado,
José Maria, Rocha e Sousa.
A presença na II Divisão
foi curta - apenas um ano - e, daí
até ao começo da década de 60, o clube
disputou ininterruptamente o Campeonato
do Algarve, sem, contudo, conseguir de
novo, assegurar o retorno àquela prova,
apesar de ter rubricado algumas
meritórias campanhas, só conseguindo de
novo o mesmo feito em 1962/63.
OUTRAS MODALIDADES
Nas primeiras décadas da
sua existência, o Silves dedicou-se a
outras modalidades para além do futebol,
embora sem um cunho marcadamente
competitivo - as provas disputavam-se
ocasionalmente, por normas em dias de
festa. Natação, ciclismo, atletismo,
ginástica e ténis de mesa foram algumas
das práticas desportivas que o clube
albergou, sem nunca estar inscrito nas
respectivas federações. Os praticantes
daquelas modalidades reuniam-se nas
ocasiões festivas e mediam forças entre
si, convidando, por vezes, elementos de
localidades vizinhas – Portimão,
Albufeira, Lagos. Noutras ocasiões,
deslocavam-se àquelas terras, afim de
abrilhantar as provas que ali se
realizavam.
O entusiasmo pelas
modalidades amadoras foi decrescendo
gradualmente, com o futebol a assumir-se
como a única actividade desportiva do
clube. Só em 1975 o atletismo
ressurgiu, alcançando excelentes
resultados e, no final do anos 80, com a
construção do pavilhão, o Silves começou
a apostar noutras modalidades tendo sido
no barlavento algarvio e até mesmo no
distrito um dos clubes com maior número
de secções.
A canoagem teve uma
existência efémera (apenas um ano),
pois, na altura (1986), ainda não
estavam construídas as necessárias
infraestruturas de apoio, assim como as
lutas amadoras (1999/00), o ninjutsu e o
kickboxing, mas a aeróbica, o badminton,
o basquetebol, a ginástica de
manutenção e o karaté criaram raízes,
enquanto o atletismo, o andebol, a
musculação e o voleibol, cumpriram uma
missão mais curta.
Após alguns de anos de
interregno, o Karaté ressurgiu de novo
em 2005 mantendo-se ainda a sua prática
a par da Ginástica de Manutenção.