Entre 1928 e 31, um outro
clube da cidade, o Vitória, formou uma
equipa de futebol, e, ao longo das
décadas de 30 e 40, “Os Académicos de
Silves”, Estrela, Ginásio, União e Onze
Branco também praticaram a modalidade,
embora sem carácter oficial, mas o
grande rival do Silves viria a ser o
Nacional, em cuja génese do seu
nascimento a 4 de Abril de 1935, esteve
Aldemiro Mira, um industrial do sector
corticeiro que fora dirigente do Silves,
levando consigo boa parte dos jogadores
do seu anterior clube.
Os jogos entre o Silves e
o Nacional passaram a constituir um
enorme cartaz e o Estádio Dr. Francisco
Vieira registou, nesta fase, algumas das
suas maiores enchentes.
Clube de cariz popular,
sempre muito ligado ao operariado – ou
não tivesse sido a cidade um grande
centro do anarco-sindicalismo, nos anos
30 e 40... - o Silves foi perseguido
pelo regime vigente na altura, enquanto
o Nacional beneficiava de clara
protecção.
O facto de não dispôr de
instalações próprias, aliado à mudança
para a zona do Barreiro do seu grande
dinamizador, Aldemiro Mira, levou ao
desaparecimento do Nacional alguns anos
depois da sua fundação, com muitos dos
seus jogadores a regressarem ao Silves.
A VISITA DOS "GRANDES"
No dia 12 de Julho de
1931, o Sporting deslocou-se a Silves,
repetindo recente visita num jogo que
serviu para cimentar o bom
relacionamento entre as duas
colectividades, com o Silves a passar a
ser, desde essa altura a 4ª Delegação
dos “leões”. Uns meses antes havia
recebido a visita do Vitória de Setúbal
e ganho por 7-2.
No mesmo ano também o
Benfica actuou em Silves. Estes dois
clubes retornariam a Silves em 1950; a
visita dos “encarnados” ocorreu a 13 de
Fevereiro, enquanto os sportinguistas se
exibiram no Estádio Dr. Francisco Vieira
a 5 de Junho, voltando de novo a 6 de
Junho de 1965.