O Silves passou a
disputar os seus jogos no terreno onde
hoje se situa o estádio em 1922, por
deferência do Dr. Francisco Vieira e o
primeiro encontro que ali se realizou
terá sido um Silves – Glória ou Morte
(com a vitória dos locais por 2-1), em
22 de Agosto do referido ano, em
homenagem a Gago Coutinho e Sacadura
Cabral.
Durante a Assembleia
Geral de 23 de Março de 1943 que elegeu
os proprietários sócios honorários, foi
igualmente decidido que a partir daquela
data, o recinto passaria a denominar-se
Estádio Dr. Francisco Vieira.
Em 1945, após 22 anos de
utilização arrendatária, os
proprietários decidiram doar o recinto
ao Silves, tendo a respectiva escritura
sido realizada a 18 de Janeiro de 1946.
Gradualmente renovado, o
recinto passaria a dispôr de balneários
algum tempo antes da assinatura da
escritura de doação e nas décadas
seguintes foram erigidos o muro exterior
e a bancada que se manteve até 2005 com
pequenas remodelações durante o seu
tempo de vida, ano em que foi objecto de
demolição para dar lugar à nova bancada
hoje existente.
Iniciadas as obras do
arrelvamento a 19 de Junho de 1987, a
sua inauguração teve lugar a 30 de
Dezembro desse ano com um jogo de
carácter particular com o Portimonense,
com a derrota por 0-2. O primeiro jogo
oficial com o recinto já relvado teve
lugar a 3 de Janeiro de 1988, então na
II Divisão Nacional, diante do Lusitânia
dos Açores tendo cedido um empate a 2
golos.
O INÍCIO DA PRÁTICA
Durante alguns anos, o
Silves utilizou o espaço localizado nas
traseiras da actual Escola Secundária, o
campo da Nora. Dois paus delimitavam a
baliza e, como não haviam campeonatos
organizados, a actividade da equipa de
futebol resumia-se a alguns confrontos
de natureza particular com grupos de
Albufeira, Lagos e Portimão, por norma
em ocasiões festivas. Os contactos com
colectividades de paragens mais
distantes tornar-se-iam frequentes a
partir de 1924, tendo nesse ano
defrontado o Olhanense, Campeão de
Portugal (4-4 em Olhão e 1-2 em casa) e
bateu (1-0) o Casa Pia, um dos
expoentes, à época, do futebol nacional,
integrando nos seus quadros o melhor
guarda-redes português da altura -
Roquete.
O entusiasmo inicial
diminuiu aos poucos e, no final da
década de 20, o Silves sem sede nem
disponibilidade financeiras, esteve a um
passo da extinção, tendo valido na
circunstância, o labor de José Jesus
Teixeira Júnior, que revitalizou o clube
num curto espaço de tempo.