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Curtas
 
 
O EQUIPAMENTO
 

Os primeiros tempos foram difíceis, o dinheiro escasseava e os atletas tinham de pagar do seu bolso os equipamentos.

O clube adoptou desde a fundação as cores preto e branco, mas, inicialmente, o seu equipamento era em tudo semelhante ao do Portimonense: riscas largas, verticais.   Durante a presidência de Joaquim d’Oliveira, José Brás propôs que o desenho das camisolas seguisse o modelo então usado pelo Sporting (já na altura com muitos adeptos na cidade) – metade de cada cor.   Algum tempo decorrido, os jogadores passaram a envergar o equipamento actual (camisola preta, calção branco).

 
 
 
O EMBLEMA
 
O emblema, esse, nunca mudou: o desenho original do conhecido pintor algarvio Samora Barros chegou até aos nossos dias sem alterações: com a forma de escudo de corpo branco, orlado a preto, adoptou como símbolo representativo o Castelo, significando a nobreza e a tradição da cidade, tendo ao centro por baixo linhas sinuosas a dar ideia das águas do Rio Arade, sob as quais se dispôem em coroa S.F.C..
 
 
 
O BENEMÉRITO - DR. FRANCISCO VIEIRA
 

Médico ilustre, afamado muito para além das fronteiras do Algarve, o Dr. Francisco Vieira contribuiu grandemente para o desenvolvimento da cidade de Silves, ficando o seu nome ligado a instituições como o Lar de Idosos ou a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (foi um dos fundadores).

Republicano e democrata, o Dr. Francisco Vieira desempenhou as funções de Governador Civil do Algarve, tendo sido um dos primeiros professores da Escola Comercial e Industrial de Silves e granjeou grande estima em toda a cidade, face ao importante contributo que deu para o avanço de diversas obras de assistência.

Herdado pela esposa, D. Catarina Amália Mascarenhas Neto Vieira, o terreno onde hoje se situa o estádio do Silves (que tem o seu nome) foi alugado ao clube, mediante contrapartidas que tinham em conta, sobretudo, o auxílio a instituições da cidade, e, depois doado, já nos seus últimos anos de vida (nasceu a 15 de Outubro de 1863 e faleceu a 17 de Março de 1947).

Embora nunca tivesse integrado os Corpos Sociais do Silves, demonstrou sempre grande carinho pelo clube, sendo eleito (assim como a esposa) sócio honorário numa Assembleia Geral realizada a 23 de Março de 1943.

Em 1940, o escultor João José Gomes ofereceu ao clube um busto em bronze do ilustre médico e benemérito do clube, encontrando-se colocado no portão de entrada do estádio.   Em 1949, aquando das comemorações do 30º aniversário do Silves, foi descerrado na sede, um retrato do Dr. Francisco Vieira, cedido pelo Dr. João Marreiros Neto e família, ainda existente.

A 5 de Junho de 1950, o doador do estádio foi homenageado a título póstumo, realizando-se no recinto que tem o seu nome, um jogo entre as equipas principais do Silves e do Sporting.

Anualmente, por ocasião do aniversário do Silves, o clube promove uma romagem à campa do Dr. Francisco Vieira, preservando no tempo a memória de um homem que muito ajudou Silves e o Silves Futebol Clube.

 
 
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